Algumas coisas poderiam se repetir sempre, infinitamente – beijos, na boca, no rosto, em outros, presentes, carinhos, sorrisos, amigos, cama, dormir, comer, emagrecer, acordar de bom humor, beber champagne, final de semana, em casa, no bar, no cinema, gatos, cachorros, peludos companheiros, rede, varanda, vento, shopping, cheiro de maresia, bicicleta, pipa, queimada e peteca, cheiro de grama, barulho de chuva, café e chocolate.
Outras nem tanto, quem sabe até nunca – promessas não cumpridas, palavras repetidas ao vento, sem valor, sem força, sem fundamento, sem desculpas, faltas, de consideração, de maturidade, de respeito, de educação, de honestidade, de caráter, falta de humanidade. Falta de tempo, de compromisso, de responsabilidade, de energia, de organização. Não assumir que o tempo passa, e que a gente muda, por vezes pra pior, noutras pra melhor, mas a gente sempre cresce, mesmo que por dentro, vira algo que nem sempre foi o que sonhamos, mas vamos em frente, afinal criança mal criada a gente só volta a ser com 90 anos e olhe lá.