Fui pra casa, só. Não sei se só perturba, penso que não, já que por vezes estamos acompanhados e ao mesmo tempo sós. Errei, voltei, me achei, fui pra casa. Silêncio, mesmo com música, baixo o som, alta a Lua. Cheguei. Liguei. Arrumei. Novas coisas, novas cores, mas tudo no mesmo lugar.
Dormi. Acordei. Barulhos. Vozes. Acho que a sua. Não sei se sonhava ou abria os ouvidos. Eram quatro horas. Adormeci de novo e novamente acordei. Barulhos. Estranhos. Vidro, murro, talvez um tiro. De novo. Mais forte. Levantei. Levantamos. Fomos ao jardim e vimos.
Alguém havia ateado fogo no lixo reciclado aguardando por ser recolhido. Enorme labareda na esquina. Pobre lixo, pobres pessoas que acreditam, pobres dos que não acreditam.